Livros
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NASR, Seyyed Hossein (2007). The Garden of Truth: The Vision and Promise of Sufism, Islam's Mystical Tradition. Nova York: HarperOne. https://archive.org/details/gardenoftruthvis0000nasr
No livro: p. 95 ("Seyyed Hossein Nasr, um dos filósofos mais influentes do mundo islâmico contemporâneo")
O "olho do coração" ('ayn al-qalb) como órgão de um conhecimento unitivo, além da razão discursiva, é tema recorrente de Nasr (nascido em 1933). No capítulo resumo essa posição. Ver também Knowledge and the Sacred (1981), que reúne suas Gifford Lectures, outra obra excelente.
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MOU ZONGSAN (1971). Zhi de zhijue yu Zhongguo zhexue (智的直覺與中國哲學, Intuição intelectual e filosofia chinesa). Taipé: Taiwan Shangwu Yinshuguan. Apoio em inglês: Internet Encyclopedia of Philosophy, "Mou Zongsan", https://iep.utm.edu/zongsan/
No livro: p. 95 ("o filósofo Mou Zongsan argumentou que as tradições confucionistas, budistas e taoistas")
Obra em que Mou (1909-1995) argumenta, contra Kant, que a "intuição intelectual" (o conhecer direto da realidade) é acessível ao ser humano e que as tradições chinesas sempre a reconheceram.
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NISHIDA KITARŌ (1911). Zen no kenkyū. Trad. inglesa: An Inquiry into the Good, trad. Masao Abe e Christopher Ives, New Haven: Yale University Press, 1990. Apoio: Stanford Encyclopedia of Philosophy, "Nishida Kitarō", https://plato.stanford.edu/entries/nishida-kitaro/
No livro: p. 95 ("Nishida Kitarō, filósofo da escola de Kyoto")
Obra fundadora da escola de Kyoto. O conceito de "nada absoluto" e o lugar anterior à distinção entre sujeito e objeto, citados no capítulo, são desenvolvidos a partir da "experiência pura" deste livro.
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KANIGEL, Robert (1991). The Man Who Knew Infinity: A Life of the Genius Ramanujan. Nova York: Charles Scribner's Sons.
No livro: p. 97 ("Em matemáticos, como Srinivāsa Rāmānujan ou Alexander Grothendieck")
Biografia de Ramanujan (1887-1920), que cito como exemplo de mente absorta em estruturas abstratas e ainda assim atravessada por questões humanas. O filme de 2016 circulou no Brasil como "O Homem que Viu o Infinito".
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GROTHENDIECK, Alexander (2022). Récoltes et Semailles: Réflexions et témoignage sur un passé de mathématicien. Paris: Gallimard (col. Tel, 2 vols.; escrito em 1983-1986). https://www.gallimard.fr/catalogue/recoltes-et-semailles-i-ii/9782073004833
No livro: p. 97 ("Em matemáticos, como Srinivāsa Rāmānujan ou Alexander Grothendieck")
Autobiografia do matemático (1928-2014). Referência primária para o leitor que quiser conhecê-lo.
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OUSPENSKY, P. D. (1949). In Search of the Miraculous: Fragments of an Unknown Teaching. Nova York: Harcourt, Brace and Company (Londres: Routledge & Kegan Paul, 1950). Tradução brasileira: Fragmentos de um Ensinamento Desconhecido. São Paulo: Pensamento.
No livro: p. 99 ("É como a frase de Gurdjieff relatada por Ouspensky")
Registro clássico dos ensinamentos de G. I. Gurdjieff por seu aluno e pensador Ouspensky (1878-1947), no livro em grafia portuguesa com Uspenskii. A relação entre conhecimento e ser (existência), de onde vem a citação da p. 99 sobre civilizações que pereceram, está no capítulo IV da obra.
Fontes primárias e textos clássicos
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AL-GHAZĀLĪ, Abū Ḥāmid (1058-1111). Al-Munqidh min al-Ḍalāl (A libertação do erro, c. 1108). Traduções de referência: W. Montgomery Watt, The Faith and Practice of al-Ghazālī (Londres: George Allen & Unwin, 1953); R. J. McCarthy, Freedom and Fulfillment (Boston: Twayne, 1980; reeditado como Al-Ghazali's Path to Sufism, Fons Vitae, 2000), https://archive.org/details/freedomfulfillme0000ghaz. Apoio: Stanford Encyclopedia of Philosophy, "Al-Ghazali", https://plato.stanford.edu/entries/al-ghazali/
No livro: p. 91 ("ele escreveria sobre esse período no livro chamado A libertação do erro")
Autobiografia em que al-Ghazālī descreve a crise de 1095 na universidade Nizamiyya de Bagdá (sua voz falhando, colapso do corpo), a saída da cidade e a reorientação da mente pela via sufi.
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PATAÑJALI (c. séc. II-IV). Yoga Sutras. Edição de referência em inglês: Edwin F. Bryant, The Yoga Sutras of Patañjali (Nova York: North Point Press, 2009). Edição brasileira: Os Yoga Sutras de Patanjali, trad. do sânscrito de Carlos Eduardo Gonzales Barbosa (São Paulo: Mantra).
No livro: p. 92 ("ocupam apenas uma pequena parte dos Yoga Sutras de Patanjali" e "“ioga é a cessação das flutuações da mente” (yogas citta vrtti nirodhaḥ)")
A definição citada é o sutra 1.2 (yogaś citta vṛtti nirodhaḥ). As posturas (asana) ocupam apenas alguns poucos sutras (2.46-2.48), como enfatizo mais uma vez no capítulo.
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Bhagavad Gita (c. séc. II a.C.-II d.C.). Edição brasileira: Bhagavad Gita: Canção do Divino Mestre, trad. Rogério Duarte (São Paulo: Companhia das Letras, 1998).
No livro: p. 92 ("Na Bhagavad Gita, jnana yoga aparece como o caminho da libertação pela compreensão")
O caminho do conhecimento (jñāna) e a investigação do Eu profundo (Atman) em relação a Brahman aparecem sobretudo nos capítulos iniciais do poema.
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Sutra da Plataforma do Sexto Patriarca (Chan, séc. VIII-XIII nas versões conhecidas). Edição crítica em inglês: Philip B. Yampolsky, The Platform Sutra of the Sixth Patriarch (Nova York: Columbia University Press, 1967). Edição brasileira: A Sutra de Hui Neng (Campinas: Pontes Editores, 2016, a partir da versão inglesa de Wong Mou-lam, 1930).
No livro: p. 93 ("ilustrado pela história do humilde trabalhador analfabeto Huineng")
É a fonte do episódio narrado nas pp. 93-94: o concurso de versos pedido por Hongren, os versos de Shenxiu e de Huineng na parede e a transmissão noturna do manto ao sexto patriarca (638-713).
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HAKUIN EKAKU (1685-1768). Koan do som de uma única mão (sekishu no onjō). Estudo e traduções: Audrey Yoshiko Seo, The Sound of One Hand: Paintings and Calligraphy by Zen Master Hakuin (Boston: Shambhala, 2010), https://archive.org/details/soundofonehandpa0000seoa
No livro: p. 94 ("Todos conhecem o som de duas mãos batendo" e "o som de uma única mão?")
O koan citado foi formulado por Hakuin, reformador do zen Rinzai.
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WUMEN HUIKAI (1228). Wumenguan (Mumonkan, A barreira sem portão), caso 23. Tradução inglesa aberta: https://terebess.hu/zen/mumonkan-eng.html
No livro: p. 94 ("Qual é o rosto que você tinha antes de seus pais nascerem?")
O koan do "rosto original" está no caso 23 da coletânea ("Não pense nem bem nem mal... qual era o seu rosto original antes de seu pai e sua mãe nascerem?"), em que o próprio Huineng interpela o monge Huiming. O episódio aparece também no Sutra da Plataforma.
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FU XI (Fu Dashi, 497-569). Gatha "a ponte flui, a água não flui". Registro do verso e contexto: https://terebess.hu/zen/fuxi.html; caligrafia do gatha por Bankei no acervo do Met: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/816207
No livro: p. 94 ("A ponte flui, o rio não.")
O paradoxo citado fecha o gatha atribuído ao leigo iluminado Fu Dashi ("de mãos vazias, seguro uma enxada... um homem cruza a ponte; a ponte flui, a água não"), constante de coletâneas zen desde o período Tang na China.
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ULPIANO. Digesto, 1,1,10 (Corpus Iuris Civilis, séc. VI). Texto latino: https://droitromain.univ-grenoble-alpes.fr/
No livro: p. 97 ("concretizando o ideal de justiça e de a ninguém lesar (alterum non laedere)")
"Alterum non laedere" é o segundo dos três preceitos do direito na formulação de Ulpiano ("honeste vivere, alterum non laedere, suum cuique tribuere"). Aparece também nas Institutas de Justiniano (1,1,3).